sexta-feira, 26 de abril de 2013

Impressionism, Fashion and Modernity

A exposição que alia a moda ao Impressionismo, uma sintonia entre às artes plásticas, está no Metropolitan em Nova York até o final de maio. A mostra segue instrução de Édouard Manet, que segundo ele dizia: "A última moda é absolutamente necessária para a pintura, é o que mais importa".

Camille (1866), de Claude Monet Foto: Divulgação / Kunsthalle Bremen, Der Kunstverein in BremenMadame Louis Joachim Gaudibert (1868), de Claude Monet Foto: Divulgação / Musée d'Orsay, Paris

Camile (1886) de Claude Monet e Madame Louis Joachim Gaudibert (1868) também de Monet

As irmãs (1869), de Berthe Morisot Foto: Divulgação / National Gallery of Art, Washington, D.C.

As irmãs (1869) de Berthe Morisot

A exposição esteve antes em Paris, no museu D´Orsay e recebeu a visita de meio milhão de pessoas. Impressionism, Fashion and Modernity é uma parceria entre o Museum Metropolitan, o D´Orsay e o Art Institute of Chicago que detém as principais telas impressionistas e pós impressionistas além da parceria com o Los Angeles Museum e o Museum of the City of New York. 


80 telas são expostas, mostrando juntamente roupas dessa época e fotografia das revistas de moda, com foco nos anos 1860 a 1890, época em que Paris se tornou a capital do estilo e da modernidade. Pintores como Claude Monet, Édouard Manet, Georges Seurat e Edgar Degas se deixaram levar pelo momento quando tentaram congelar as impressões que o ritmo acelerado de Paris deixava em suas retinas.


O fenômeno modernidade era considerado apenas no espaço urbano, onde além das ruas arborizadas eram criadas lojas de departamento, teatros e salões para entretenimento. A exposição é dividida em oito salas para abrigar todas as telas impressionistas, roupas e fotografias de moda da época, e segundo Mallarmé, Manet usava cores simples com leveza e frescor e atingiam resultados na primeira pincelada. 


Lady with Fans (1873), de Édouard Manet Foto: Divulgação / Musée d'Orsay, Paris

Lady with Fans (1873) de Édouard Manet

Mulheres no jardim (1866), de Claude Monet Foto: Divulgação / Musée d'Orsay, Paris Madame Bartholomé no Conservatório (1881), de Albert Bartholomé Foto: Divulgação / Musée d'Orsay, Paris

Mulheres no Jardim (1866) de Claude Monet, Madame Bartholomé no Conservatório de Albert Bartholomé (1881)

O vestido branco é destaque nas telas impressionistas por ser usado em um ambiente familiar, por mães, irmãs, amigas, que sugere informalidade e autenticidade. Já o vestido preto também é destaque, por indicar elegância e sensualidade, que dificultavam as nuances do tecido e mudanças na luz, além de incluir a peça a partir do impressionismo como ícone da moda. 

O vestido branco foi retratado em Woman with Umbrella (1867) de Renoir, já o vestido preto foi retratado em uma das obras, Lady with Fans (1873) de Manet.

Retratos na Bolsa de Valores (1878-79), de Edgar Degas Foto: Divulgação / Musée d'Orsay, ParisLoge (1874), de Auguste Renoir Foto: Divulgação / The Samuel Courtauld Trust, The Courtauld Gallery, London

Retratos na Bolsa de Valores (1878/79) de Edgar Degas e Loge (1874) de Auguste Renoir

Para os homens que também se interessam por moda, a exposição ganhou uma sala masculina, que na época tinham roupas mais sóbrias, sem muitas opções, e para compensar, os homens eram retratados com poses com chapéus e bengala, que tinham acabado de entrar na moda, e para retratar essa realidade os impressionistas perceberam que a manipulação de cor e luz era insulficiente, por isso era preciso vestir bem os modelos no momento de pintar uma tela.


Fotos: Museum Metropolitan

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